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Quanto custa um apartamento na Saúde em 2026? O que de fato fechou
Dados Nova São Paulo · fechamentos 1º sem/2026 · atualizado em jul/2026
Resposta direta: o apartamento de 2 dormitórios — a tipologia mais procurada do bairro — é anunciado na região da Saúde por R$ 600 mil na mediana (235 anúncios ativos, 90% com vaga). Nas vendas que de fato fecharam no primeiro semestre de 2026, a mediana da região foi de R$ 570 mil, com desconto típico de 4,5% sobre o preço anunciado — e um terço dos fechamentos saiu por até R$ 455 mil. No aluguel, o contrato mediano foi de R$ 2.500, fechado sem desconto sobre o valor pedido. Abaixo, os números completos e de onde eles vêm.
Por que cada site diz um número diferente
Pesquise "metro quadrado na Saúde" e você encontrará valores que não fecham entre si: a Loft publica R$ 12.520/m² para o bairro; nos lançamentos na planta, a média divulgada é de R$ 11,6 mil/m² — variando de R$ 8,9 mil a R$ 24,4 mil conforme o empreendimento; e portais regionais publicam tabelas próprias calculadas sobre os anúncios que hospedam. Nenhum desses números está "errado" — cada um mede uma coisa: usado anunciado, lançamento na planta, preço pedido. O que nenhum deles mede é o que interessa a quem vai assinar a escritura: o preço pelo qual os imóveis de fato fecham. É esse número que publicamos aqui.
O que se pede: a carteira, tipologia por tipologia
| Tipologia | Anúncios | Pedida mediana |
|---|---|---|
| 1 dormitório | 65 | R$ 430.000 |
| 2 dormitórios | 235 | R$ 600.000 |
| 3 dormitórios | 177 | R$ 950.000 |
| 4+ dormitórios | 36 | R$ 1.450.000 |
Fonte: carteira ativa da Imobiliária Nova São Paulo, região da Saúde (Saúde, Bosque da Saúde e Jardim da Saúde), apartamentos, jun/2026. Mediana do preço anunciado. Nos 2 dormitórios, 90% dos anúncios têm ao menos 1 vaga.
A tipologia de 2 dormitórios concentra sozinha a maior procura da região — mais leads do que todas as outras somadas. É a faixa em que preço certo vira venda rápida, e preço errado vira anúncio parado.
O que de fato fechou: 1º semestre de 2026
Entre janeiro e junho de 2026, a Nova São Paulo fechou 31 vendas residenciais na região da Saúde. O retrato dessas transações — não dos anúncios, das escrituras:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Transações | 31 |
| Preço fechado — mediana | R$ 570.000 |
| Preço fechado — média | R$ 645.000 |
| Desconto fechado × anunciado — mediana | 4,5% |
| Fechamentos por até R$ 455 mil | 12 (1 em cada 3) |
| Da chegada do comprador ao fechamento — mediana | 28 dias |
Fonte: fechamentos da Imobiliária Nova São Paulo, região da Saúde, imóveis residenciais, 01/01 a 30/06/2026. "Dias" mede o intervalo entre o primeiro contato do comprador e a efetivação da compra.
Dois recados dentro desses números. Para quem compra: a margem real de negociação no bairro é de poucos pontos percentuais — quem espera "20% de desconto" perde o imóvel para quem oferece 5%. E um terço das vendas saiu por até R$ 455 mil: imóveis nessa faixa existem, mas são exatamente os que fecham em semanas. Para quem vende: precificar perto do valor real significa vender rápido e ceder pouco; a distância entre a pedida mediana e o fechado mediano da região é pequena — o mercado da Saúde é líquido e sabe o que paga.
O que de fato se paga: as transações oficiais
Preço de anúncio é intenção; preço de escritura é fato. As Declarações de Transações Imobiliárias com ITBI recolhido, publicadas pela Prefeitura, permitem ver o segundo — e o retrato é bem diferente do estoque anunciado.
| Ano | Vendas | Valor mediano pago |
|---|---|---|
| 2022 | 545 | R$ 485.000 |
| 2023 | 481 | R$ 490.000 |
| 2024 | 565 | R$ 525.000 |
| 2025 | 558 | R$ 524.438 |
| 2026 (até maio) | 229 | R$ 560.000 |
Fonte: Declarações de Transações Imobiliárias com ITBI recolhido, Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo. Apartamentos, compra e venda, 100% do imóvel transmitido, região da Saúde (Saúde, Bosque da Saúde, Jardim da Saúde e Chácara Inglesa), 2.378 transações no período. Valores de venda, não por metro quadrado — a área do cadastro municipal inclui a fração das áreas comuns e por isso não serve para calcular metro quadrado comparável ao de mercado.
O número mais atual: em 2026, a mediana paga na região está em R$ 560 mil. No conjunto do período, um quarto das vendas ficou abaixo de R$ 375 mil e um quarto acima de R$ 705 mil. Controlando o tamanho dos imóveis vendidos em cada ano, a região valorizou 25% desde 2019 — ritmo mais contido que o de Moema (34%) e o da Vila Mariana (36%), o que faz da Saúde o bairro que hoje oferece o maior desconto relativo entre os três.
Por que a mediana anunciada é maior que a mediana vendida. Porque o estoque anunciado não é uma amostra do mercado — é o que sobrou dele. Imóveis bem precificados saem rápido; os caros demais para o que oferecem se acumulam na vitrine. Some-se que a nossa carteira, como a de qualquer imobiliária, é uma fração do mercado do bairro. Por isso publicamos as duas medidas lado a lado: o que se pede descreve a oferta de hoje, o que se paga descreve o mercado.
O mapa de preços da Saúde, quadra a quadra
Cada ponto é um apartamento à venda na nossa carteira, colorido pelo valor do metro quadrado. É o retrato de que a Saúde não tem um preço só: aproxime até a sua rua e compare a sua quadra com a vizinha.
Base cartográfica: OpenStreetMap/CARTO. Pontos: 570 apartamentos à venda na carteira da Nova São Paulo na região da Saúde (jul/2026), geocodificados por endereço e deslocados aleatoriamente em até 25 metros — o mapa mostra o padrão de preços, não a localização exata de cada imóvel, e não identifica anúncios.
E o aluguel?
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Contratos | 37 |
| Aluguel fechado — mediana | R$ 2.500 |
| Desconto fechado × anunciado — mediana | 0% |
| Da chegada do inquilino ao contrato — mediana | 26 dias |
Fonte: contratos de locação residencial da Imobiliária Nova São Paulo, região da Saúde, 01/01 a 30/06/2026.
O dado mais eloquente da locação é o desconto: zero. Na mediana, o aluguel na Saúde fecha pelo preço pedido — e em menos de um mês da chegada do interessado. Para o proprietário, a leitura é direta: imóvel bem precificado no bairro não fica vazio; se o seu está há meses sem inquilino, o problema quase certamente é o preço, não o mercado.
Procurando na Saúde? Um terço das vendas do semestre saiu por até R$ 455 mil — e quem estava na nossa lista soube primeiro. Cadastre sua busca e um corretor da região responde em minutos.
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Pedir avaliação gratuitaPor que mediana, e não média
A mediana é o valor do meio: metade das transações fica acima dela, metade abaixo. Usamos mediana porque preço de imóvel tem cauda longa — há um piso para o quão barato pode ser, mas não há teto para o quão caro. Em Moema, as transações de 2025 e 2026 tiveram mediana de R$ 947 mil e média de R$ 1,33 milhão: a média fica 40% acima e descreveria um imóvel que quase ninguém comprou. Na Saúde a distância é menor, 16%, e na Vila Mariana, 35% — e essa diferença é, ela própria, uma informação: quanto maior, mais desigual é o estoque do bairro.
Nas análises estatísticas trabalhamos com o logaritmo do preço, que estima a média geométrica — praticamente a mesma coisa que a mediana nesta distribuição. Por isso os percentuais das regressões conversam com os valores das tabelas. Mais sobre o método.
Método, em uma nota
Os preços pedidos vêm da carteira ativa da Nova São Paulo em junho de 2026 (514 apartamentos na região da Saúde); os preços fechados, dos contratos efetivados entre 01/01 e 30/06/2026 (31 vendas e 37 locações residenciais; imóveis comerciais excluídos). Usamos medianas como medida principal por serem menos sensíveis a valores extremos. "Região da Saúde" agrega Saúde, Bosque da Saúde e Jardim da Saúde. Próxima atualização: outubro/2026, com os dados do 3º trimestre. Achou um erro ou tem um dado melhor? Fale com a gente.
Por Rodrigo Augusto Falcão Vaz — advogado (OAB/SP 259.949), sócio da Imobiliária Nova São Paulo, diretorias de Intermediação Imobiliária e de Locação do Secovi-SP. Publicado em 22/07/2026. Quem assina e como calculamos →